terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O Espírito Santo visto na perspectiva de Atos


PNEUMATOLOGIA EM ATOS
Atos dos Apóstolos, bem que poderia ser chamado de Atos do Espírito, e assim o foi chamado  por um período na história da igreja. O que temos neste relato se confunde entre uma narrativa da história da igreja e uma demonstração da ação do Espírito de Cristo na continuação da divulgação da mensagem do reino iniciada por Cristo. O que veremos a seguir é uma análise simplificada da ação do Espírito Santo, abordando apenas dois aspectos.
        1-   A FUNÇÃO DO ESPÍRITO SANTO EM ATOS (1.1-2)
Nestes versos iniciais Lucas apresenta a sua intenção em escrever este segundo livro. Dois pontos se destacam nesta introdução de Lucas:
a-      O que Jesus começou em carne humana, agora continua em sua nova humanidade, através do Espírito Santo por meio da igreja;
b-      O ministério de Jesus pós-ressurreto deve ser entendido como um ministério levado a efeito “por intermédio do Espírito Santo”.
a.       Jesus é o sujeito da obra do Espírito Santo na história;
b.      Lucas vincula a obra de Jesus com o ministério do Espírito Santo. O que Jesus fez, ou continua a fazer era  e é “por intermédio do Espírito Santo”. Não podemos separar a obra de Jesus Cristo, como se fosse possível entender que o Espírito Santo tivesse uma obra independente, exclusivamente sua.
c.       A obra do Espírito Santo é a extensão do ministério iniciado por Jesus, e agora continuado por ele, e os atos dos apóstolos são o fruto e a expressão desse ministério.

          2-   O ESPÍRITO SANTO COMO DINAMIZADOR/CAPACITADOR DA IGREJA (1.8)
O uso da preposição grega (epi – sobre) aponta para o doador soberano e gracioso e desvia a atenção dos recebedores: O Espírito Santo vem “sobre”. O Espírito Santo “vem de cima”, ou seja, o Espírito Santo é uma dádiva divina. O Espírito não vem de dentro, mas sim do alto (Lc 24.49), isto é, o Espírito Santo não surge  dentro, da vida emocional ou espiritual do  recebedor, não depende do estado anterior da pessoa, nem é sujeito a ele. O Espírito Santo vem de cima, da parte de Deus sobre as pessoas.
Quando o Espírito Santo descer sobre o seu povo, haverá poder. Mas segundo o texto, não poder para si só, ou para nós, mas sim, para uma tarefa mais alta – “sereis minhas testemunhas”. A palavra “minha” é enfática. É significante que o objeto do testemunho espiritual não deva ser o seu dom, poder, batismo. Jesus é o objeto, sendo assim vejamos duas implicações:
a-      OS APÓSTOLOS SÃO TESTEMUNHAS DE CRISTO – Eles pertencem a Cristo e são possessão dEle.
O poder do Espírito Santo é primaria e principalmente um poder que nos liga a Cristo. Isto é claramente demonstrado com o verbo utilizado para descrever a ação do poder do Espírito Santo. “sereis” é um verbo de ligação. O resultado do poder do Espírito Santo não é aquilo que os homens fazem, mas sim, o que chega a ser. O poder do Espírito é sua capacidade de ligar o homem ao Cristo ressurreto de tal maneira que seja capacitado a representá-lo.
Somente quando o Espírito Santo desce sobre os apóstolos é que eles foram ligados ao Senhor ressurreto, e somente então tiveram a autoridade e capacidade para testemunhar.
b-      A UNIVERSALIDADE E A INCONDICIONALIDADE DO EVANGELHO
Os samaritanos (racial e religiosamente suspeitos), os gentios (espiritualmente impuros) são os alvos do  evangelho. A igreja aprende a natureza do evangelho – como sendo uma promessa universal recebida à parte da obediência a lei ou condições especiais de santidade, isto é, que a salvação é recebida pela fé. Isto passa a ser a natureza e a missão da igreja.

Um comentário:

Luis Dorneles de Oliveira disse...

A paz do Senhor. Grande post. Gostaria de adquirir o seu livro acima exposto. Como faço para enviar-lhe o valor requerido?

Obrigado.

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