sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Exposição de 1 Pedro

1- Autoria:
Não há dúvidas quanto à autoria da carta de Pedro

2- Destinatários
3- Propósito:
a- Encorajar os seus leitores face a perseguição que eles estavam vivendo, por causa da fé em Cristo. Eles devem permanecer firmes em sua convicção e confissão de fé.

b- Instruir seus leitores sobre como viverem em meio a uma sociedade que repulsa os princípios de Deus e que portanto não vê com bons olhos aqueles que praticam tais princípios. Ele aborda vários temas fundamentais, tais como: santidade (pessoal, social e comunitária), esperança, salvação, relacionamento com a sociedade, trindade e especialmente sobre o sofrimento.

4- Esboço
I- INTRODUÇÃO 1.1-2
II- AS MARCAS DO VERDADEIRO CRISTÃO 1.3-2.10
III- AS RESPONSABILIDADES INDIVIDUAIS DO VERDADEIRO CRISTÃO 2.11-4.11
IV- AS RESPONSABILIDADES COLETIVAS DO VERDADEIRO CRISTÃO 4.12 – 5.11
V- CONCLUSÃO 5.12-14


1.1 A identificação do autor

Pedro é um nome grego e significa literalmente rocha ou pedra. Não existe outro Pedro no NT, embora ele chame todos os cristãos de “Pedras” (2.4-5). Em aramaico “pedra” é Cefas e Jesus deu o nome de Cefas a Simão (que é a transliteração para o grego de Simeão, o nome hebraico de Pedro) como uma predição do que o apóstolo viria a ser (Jo. 1.42; Mt 16.18).

Pedro é conhecido por seu temperamento explosivo e impetuoso. Em muitos momentos nos evangelhos, vemos Pedro agindo de forma impetuosa, como quando Jesus foi preso ele não pensou duas vezes e sacou a espada. Mas podemos afirmar que Pedro é um homem em processo de transformação. Ele compreendeu que viver com Jesus é estar em um contínuo processo de mudança.

O encontro de Pedro com Jesus foi um evento único. Jesus fez com Pedro o que não fez com nenhum outro discípulo – ele mudou o nome de Pedro. Encontramos esse paralelo no caso de Abraão e Jacó, em que Deus como sinal de aliança com estes homens muda o nome deles. Como no caso de Abraão, Jesus quis demonstrar a Pedro entrara num relacionamento especial com Ele, que mudaria para sempre a sua vida. Isso ocorrerá com todos os que amam a Jesus, diz o Apocalipse que ao vencedor lhe darei uma pedrinha branca e sobre essa pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe. (Ap 2.17).

Encontramos diferenças radicais entre o Pedro dos evangelhos e o Pedro da carta:
• Nos evangelhos, Pedro esperava a vinda do reino de Deus de imediato e sem a necessidade do sofrimento humano, algo glorioso e vitorioso da parte de Jesus;
• Nos evangelhos, Pedro quis que Jesus subvertesse o governo de Roma e estabelecesse o reino de Deus de imediato;
• Nos evangelhos, Pedro ficou enfurecido com Jesus, quando este falou da eminência da morte na cruz do calvário.
• Em sua carta, Pedro escreve sobre a nossa esperança eterna, o reino de Deus virá, mas antes o sofrimento afligirá, não só o Servo de Javé, mas todos aqueles que se identificam com Ele.
• Na sua carta, ele conclama os crentes a se submeterem às autoridades e instituições humanas, reconhecendo que estas estão sob a autoridade de Deus;
• Em sua carta, ele compreende que o sofrimento não é uma exceção para o cristão verdadeiro, mas uma regra, uma realidade. O sofrimento e a morte de Jesus, se tornou um padrão para a o viver cristão.

Essa mudança no conceito de Pedro nos mostra que a nossa perspectiva muda consideravelmente quando somos participantes e não apenas observadores – até certo ponto as circunstâncias moldam a perspectiva. Nossa perspectiva tem muito a ver com a maneira como encararmos as circunstâncias. Nossa cultura moderna, tende a nos orientar que somos vítimas das circunstâncias adversas que a vida nos impõe. Não somos responsáveis por nossas atitudes e ações quando sofremos injustiças, somos vítimas. Somos uma geração de vítimas.

O processo de mudança que Pedro viveu nos ensina exatamente o contrário. Não somos vitimas, somos vencedores, a partir do momento que usamos as circunstâncias, boas ou ruins, para mudar a nossa perspectiva, a nossa maneira de enxergar o mundo, a vida, a realidade. Segundo Covey, os problemas que enfrentamos encaixam-se em três categorias bem simples: ou são de controle direto – são aqueles problemas que envolvem o nosso próprio comportamento e portanto são resolvidos quando trabalhamos uma mudança de hábito; ou são de controle indireto – são aqueles problemas que envolvem o comportamento dos outros, que são resolvidos quando mudamos a nossa maneira de influenciar as pessoas; ou são de controle inexistente – são os problemas que não podemos interferir, como o passado, realidades ocasionais, por exemplo. Isso implica em assumir a responsabilidade de mudar a nossa atitude em relação ao que não podemos modificar (já pensou como seria Pedro com o caso da negação)

É inspirador saber que ao escolhermos a nossa reação a uma circunstância afetamos intensamente essa mesma circunstância. O princípio é simples e a física explica, se mudamos uma parte da fórmula, alteramos a natureza do resultado. O que temos que aprender é não nos tornarmos reféns de nossos problemas. O problema não pode assumir o controle da minha vida.

A palavra apóstolo, tem um sentido técnico e um sentido amplo (geral).

A identificação dos destinatários
Pedro chama seus leitores de “estrangeiros” para introduzir um conceito em suas mentes. O autor irá desenvolver nesta carta o conceito de que os cristãos são cidadãos do céu e que a sua jornada aqui na terra é passageira ou temporal. (2.11).

Seria precipitado afirmar que Pedro escreveu essa carta para judeus convertidos que haviam sido dispersos de sua terra natal devido à perseguição, uma vez que encontramos textos na carta que indicam fortemente a idéia de que não havia somente judeus no seio dessa comunidade (cf. 1.14-16; 2.10; 4.3-5).

Essa carta é escrita para dar instruções aos crentes sobre como se portarem com santidade, ela contém vários ensinamentos aplicáveis às várias classes dentro da igreja. A bíblia não fala de duas igrejas, uma judaica e outra gentílica. A igreja de Jesus Cristo é um corpo, formado de gentios e judeus e sem nenhuma distinção ou divisão entre eles (cf. Ef 2.11-22).

Pedro não escreve para um grupo de pessoas em uma pequena área geográfica. Ele escreve aos santos que estão espalhados pelo império romano. Esta carta foi então, remetida originalmente às igrejas que se localizavam em cinco províncias romanas. Esta carta tem um caráter circular, ou seja foi escrita para ser lida em todas as igrejas daquela região.


Os destinatários são chamados de “eleitos”

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